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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Uma saída, duas entradas…



Reduz-se a vida a escolhas cheias de certezas e algumas incertas. Procuramos uma saída para as dúvidas, os nossos anseios.
Escolhemos para acalmar o coração. Perdemos, ganhamos, caímos e levantamo-nos no segundo seguinte. Erguemos a cabeça e seguimos em frente acreditando que o que lá está será melhor.
Fazemos escolhas porque somos recheados de uma esperança que mesmo reprimida, será inabalável a cada expirar nosso.
Portas que se fecham para nós, um virar de costas que chega a um tempo que se torna indiferente, perde o valor da perfeição para ganhar o estatuto de apenas mais uma experiência vivida.
O fim que à muito tempo chegou, que não dá para voltar atrás… À nossa espera estão uma infinidade de portas abertas que se alimentam da esperança de serem escolhidas por nós.
Entradas que nos guiam por um mundo novo de experiências. O renascer dos sonhos, da serenidade e de um equilíbrio que procuramos manter a todo o custo.
Enfim…um balançar entre o desequilíbrio e o equilíbrio que se torna vital. Está é a pulsação do nosso viver, a saída que renasce numa infinidade de entradas. Este é o poder das nossas escolhas. O (re)criar de uma vida.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sentidos Cruzados


Este caminho longo que nos seduz a cada passo, cruza dentro de si emoções opostas.
Num dia é o nosso “lar doce lar”, noutro empurra-nos para o “inferno” do medo.
Baralham-se os sentidos e deixamos de conseguir identificá-los.
O paladar traz-nos um sabor ao qual a nossa visão encerra os olhos, numa tentativa de afastar um toque que de tão aconchegante nos oferece o medo de ser efémero.
Sentimos o cheiro de algo que nos é familiar, de um corpo, um momento, de um prazer curto e fugaz.
Na esperança de sermos felizes tentamos eternizar momentos. Pequenas peças de um puzzle que seria belo se nos permitissem montá-lo.
Andamos perdidos em torno dos cinco sentidos. De volta daquilo que torna visível os sentimentos.
Cruzamos um olhar que não é um simples olhar, mas sim o dizer algo que já não conseguimos esconder.
Na nossa boca formam-se palavras, para retirar a subjectividade do olhar. Com o mover dos lábios e o som, deixamos escapar o carinho e tornámos alguém mais forte.
Quanto aos braços damos-lhe a forma de um abraço. Um abraço que protege de tudo o que de mal poderia acontecer.
Os ouvidos deixamos que sejam embalados por aquela voz que nos faz sorrir, que acalma o corpo perdido.
O cheiro, esse… Faz-nos sonhar. Estimula a nossa imaginação, transporta-nos para um lugar que já nos foi permitido viver.
Misturamos todas estas sensações. Vivemo-las diariamente sem nos darmos conta da sua importância e de que podemos estar a mudar a vida de alguém, ou tão simplesmente a nossa.
A verdade é que por muito que queiramos não podemos sair impunes às coisas boas e más. Só nos resta escolher o caminho. Não fugir dele. Não ter medo do que sentimos, de nos darmos. Às vezes só nos falta mesmo entender que estamos no caminho certo e pararmos de fingir que não o vemos, não o sentimos.
Nem sempre os olhos do mundo são os mais claros. Às vezes precisamos dos olhos do coração para nos vermos mais além… A linha do nosso horizonte somos nós que a construímos.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Correntes de um Medo



Vivemos à procura do destino certo para nós. Tentamos a todo o custo evitar um caminho com percalços ou perder o comboio.
Por vezes, fugimos com medo do que sentimos, com medo de vir a sentir, com medo de nos magoarmos novamente. Vestimos as nossas armaduras de fuga e deixamos a mala na estação por receio de não estarmos a fazer a escolha certa. Deixamos a nossa bagagem para que um dia possamos voltar atrás e entrar no comboio que nos levará ao destino que um dia abandonamos por medo.
Vivemos presos à parte humana do racionalismo, do esconder, do pensar que ser forte é evitar.
Os receios que deixamos acorrentados a nós de um passado levam-nos a brincar ao gato e ao rato num novo caminho. Tentamos a todo o custo preservar o nosso coração para que ele não leve com mais uma flecha envenenada e nos atire ao chão.
É sempre mais fácil o escondermo-nos de nós próprios e dos sentimentos que possam estar a nascer em nós.
Evitar parece a curto prazo o caminho com menos custos emocionais. A verdade é que ao fugirmos podemos estar a deixar escapar-nos por entre as mãos a oportunidade de sermos felizes.
Ensaiamos tantos cenários de guerra na nossa cabeça, quando na realidade as coisas não nos são assim apresentadas. Temos consciência disso, mas criar um cenário catastrófico é-nos sempre mais fácil, do que baixarmos as defesas e deixarmo-nos levar pelo bom da vida, dos sentimentos e das pessoas.
É preciso abrir o coração ao “risco” para podermos saborear o doce momento das emoções partilhadas e da força dos sentimentos.
Arriscar por vezes é a escolha mais segura e sensata que podemos tomar.

sábado, 12 de novembro de 2011

Trocas


Às vezes, a nossa vida parece um verdadeiro supermercado. É um entra e sai de pessoas constante, que em algumas épocas nem damos por isso. Cada pessoa que se cruza no nosso percurso é única. Única, porque nos dá um pouco de si e leva com ela uma parte de nós à qual jamais teremos acesso a partir desse momento. Perdemos e ganhamos com estas trocas de pedaços de sentimentos. A curto prazo sentimo-nos roubados e que o preço está sempre muito inflacionado. A longo prazo e com uma visão mais calma e coerente, percebemos que uma situação de mudança nos ajuda a lidar melhor com o novo.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Certezas Descartáveis



A única certeza a que teremos direito é a certeza de não termos certezas. Levamos a vida envoltos em pensamentos, na procura de um sentido único que guie as nossas acções.
Queremos viver rumo ao sucesso e sem obstáculos. Tentamos controlar o incontrolável. Nem tudo depende única e exclusivamente das nossas “certezas”, buscas e ambições.
Por vezes, o mais sensato é deixarmo-nos levar pelo incerto. Não deixar que o medo de falhar nos coloque as algemas da perfeição.
Tudo se nos apresenta com uma razão de ser. Mais cedo ou mais tarde o caminho pelo qual a vida nos leva, nos é descodificado e explicado. O incerto passa então a fazer-nos sentido e a ser o nosso refúgio. Passa a ser a “certeza” de algo.
Viver livre e aceitar o nosso caminho é a única forma de encarar o que nos é colocado à frente com um sorriso.

domingo, 25 de setembro de 2011

Artes do Incerto



Por vezes gostamos de viver com o incerto e com as dúvidas. De uma forma irónica dão-nos estabilidade. Quando vivemos muito tempo com elas, parece que já fazem parte de nós e que dão sentido a algo inconstante. Largar as incertezas significa começar de novo, o que nem sempre é a tarefa mais fácil. Tem coisas boas? Lá isso é verdade!
Estas questões tornam-se a adrenalina que consumimos fortuitamente todos os dias, empurram-nos para a frente e para trás, como se de um elástico se tratasse. E nós? Não, não somos capazes de rebentar o elástico, porque a esperança está lá e acreditamos que possa sempre sair algo bom. Uma espécie de coelho na cartola do mágico. Num dia somos fracos e não pensamos começar de novo. Mas será que isso é realmente ser fraco? Por vezes segurar e suportar a esperança é uma tarefa de um super herói. É difícil estarmos a ouvir constantemente, larga isso, sai daí, não achas que isso já te devia ter passado? Isso vai acontecer realmente, mas quando nós decidirmos que chegou a altura de seguir um novo rumo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Feitos de Muitos Nadas


Por mais que me esforce não entendo estas coisas de um dia sim, outro talvez e um dia não…Este passear quase à velocidade da luz nas decisões, nos interesses, nos ganhos e nas perdas. Mas onde anda a coerência e a persistência? Será que também estão perdidas, como as pessoas se perdem nestes vêm e vão da vida.
Olhamos para as pessoas e já nem conseguimos ver o que elas realmente são. Talvez se estejam a esconder ou então não sabem realmente o que são e em que sentidos vão. Como é que é possível caminhar sem objectivo ou sem um destino? Assim, a tarefa fica muito mais complicada para a própria pessoa e para quem se cruza no seu caminho. A certa altura parece que nos arrastam para o incerto e começamos sem querer a questionar para onde vamos. Ficamos perdidos ao lado de um desconhecido, de uma alma vazia de si.
Não deixa de ser irónico como as pessoas aparentam ser tanta coisa e no fim estão vazias, não há nada para encontrar lá.
O importante é deixar de procurar coisas nos outros e olharmos para nós e não ficarmos vazios sem dar conta disso, não nos perdermos de nós próprios.

domingo, 5 de junho de 2011

Virar a Página



Mais um capítulo da história encerrado! Não deixa de ser irónico começar pelo fim de algo. A verdade é que esse livro vai ficar inacabado, perdeu a utilidade de continuar a ser escrito. Entretanto surgiram novas histórias e com uma maior interesse a serem discutidas. Não se pode viver de passados quando a actualidade grita incessantemente para ser divulgada.
As pessoas são muitas vezes um conjunto de histórias inacabadas. Passam a vida a saltar de biblioteca em biblioteca à procura de criar um best-seller. Quando o que foi escrito não agrada a 100% ou rasgamos a folha ou fazemos delete.
Rasguei todas as folhas e decidi dedicar-me aos monólogos, porque isto de novelas mexicanas e dramáticas já está o mundo cheio e o meu lugar não é esse.
Para quem tem duvidas o meu lugar é dentro de um mundo criativo mas prático. Um mundo de honestidade e abertura, de coerência nas decisões. O que sinto e vivo num dia, é o que irei sentir e viver por muitos mais. Agrada-me tudo o que tenho à minha volta e as decisões que tomo, fazem-me sentir a cada dia e cada vez mais EU. Não mudo, nem vou mudar. Afinal de contas não sou eu que estou errada…



sexta-feira, 27 de maio de 2011

100gr de Açúcar



Insatisfeitos por natureza começamos e acabamos relações sempre à procura de algo melhor. Esta busca incessante pelo perfeito, traz junto a si o amargo gosto das desilusões. Há dias em que vivemos sem certezas, outros em que estamos demasiado confiantes num objectivo a atingir. Sonhamos, idealizamos e vivemos histórias encantadas. Projectamos tanto os nossos desejos que nunca ninguém cabe no molde que fizemos para o nosso suposto parceiro “ideal”. O “ideal” é alguém que entende e aceita como somos sem questionar ou forçar uma mudança. Mas este “ideal”, também tem o seu “ideal”, no qual nós podemos não caber no molde. Quando nos apercebemos deste problema fantasiamos com atitudes mais do que perfeitas para equilibrar a relação.
Não deixa de ser irónica a nossa procura por alguém com um fato espampanante, que nos prenda o olhar, quando algo mais simples poderia ser a chave para a fechadura das nossas emoções. Olhamos às vezes para as pessoas como para um bolo e damos mais importância à cobertura do que ao recheio. Erro crasso! É aí que as coisas começam a correr mal e habitualmente nos sujeitamos a tudo e mais alguma coisa. É quando começamos a viver mais para os comentários dos outros, que o nosso coração fica amarrado. Alimentamos o ego com pessoas que nos dizem que o nosso companheiro é lindo. Talvez a cobertura... Porque às vezes o recheio está fora do prazo.
A chave do sucesso está na simplicidade do sentir, viver e agir!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Segredos



Será o segredo assim tão poderoso? Na realidade o verdadeiro segredo está em nós e em acreditarmos que tudo nos é possível. Dizem que só atraímos algo quando estamos bem e esta não deixa de ser uma verdade absoluta.
Muitas vezes fragilizadas as pessoas tentam conquistar ou reconquistar algo através da pena e da força. Entopem as caixas de mensagens e mail de alguém, telefonemas constantes muitas vezes a horas impróprias…E com isso o que ganham? Provavelmente a distinção do título “a pessoa mais insuportável do mundo” ou “coitada/o está mesmo miserável”. Sinceramente distinções dessas ninguém as quer, ou pelo menos, não deveriam querer.
Os manuais de auto ajuda, que se avizinham como pílulas salvadoras utilizam expressões do género: “se o/a queres reconquistar afasta-te e mostra que está tudo bem, faz coisas interessantes, cuida de ti…” Não duvido da utilidade disto, mas no fim de contas isto não é reconquistar é fazer a pessoa encontrar-se de novo, sentir-se bem consigo própria e uma vez alcançado este objectivo já nem precisa da outra pessoa. Está muito mais disponível para o presente e para o futuro do que reconquistar o passado.
Tudo se resume à atracção, tanto no fim como no início de algo. Ou porque existe, ou porque deixou simplesmente de existir. Nada melhor do que um sorriso perante a vida para atrair coisas boas!

sábado, 16 de abril de 2011

De malas feitas



Ando sempre com a minha bagagem pronta para qualquer viagem que a vida me queira levar. Não recuso as aprendizagens destas idas e voltas sem destino certo. Na verdade estou sempre pronta para uma mudança.
Talvez não me esforce o suficiente para que as mudanças sejam mais radicais, talvez me sente algumas vezes na sala de espera a pensar na melhor opção, que tarda em chegar, mas acabo sempre por me levantar e seguir em mais um voo.
Se não insistisse em levar comigo a bagagem das minhas recordações poderia arriscar em um voo de queda livre. Mas sinceramente gosto de viver com elas. Gosto de me lembrar dos milhões de sorrisos que já dei ao lado de pessoas fantásticas que se cruzaram na minha vida. É certo que o caminho construído ainda é curto, mas tenho a certeza de que irá crescer a cada passo meu, cada passo que dou convicta de que quero e posso ter mais e melhor. Não me acomodo, nem me quero acomodar!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Olhos de Anjo


Dizem que os olhos são o espelho da alma, mas nem sempre conseguimos ler neles o que nos querem dizer. Nem sempre um olhar nos faz tomar uma atitude.
Os olhos estão envoltos num mistério profundo, que não nos deixa aceder aos pensamentos de ninguém, nem aos seus mais profundos desejos.
Por vezes fazem-nos querer ficar por mais um momento, agarram-nos, embriagam-nos com a sua ternura, mas depois deixam sempre a dúvida.
Eu sei que eles tentam falar, com as lágrimas de dor ou alegria, com o brilho... Mas nem sempre somos capazes de descodificar os seus códigos.
Os olhos são feitos de poesias, são uma janela para o mundo. Quando se fecham deixam-nos no nosso lado mais sombrio e sem capacidade para tirarmos do mundo à nossa volta tudo o que há de bom. Ainda bem, que a cada amanhecer somos capazes de admirar novamente tudo o que está à nossa volta.

segunda-feira, 14 de março de 2011

A última Coca-Cola no deserto



Às vezes encaramos as coisas numa perspectiva do tudo ou nada. É como se algo fosse a nossa última esperança de sobrevivência emocional. Parece que se fecham os horizontes e só vemos as coisas de uma forma negativa. Temos a sensação de que nada à nossa volta pode melhorar e que perdemos algo para sempre. Mas será que essa perda é o fim de tudo ou pode ser o começo de algo?
Quando se vê o mundo a preto e branco parece que nada de bom pode sair daquela situação, mas ainda bem que há dias em que existe um arco-íris de possibilidades. O coração enche-se de esperança de que afinal isto é apenas uma mudança, de que ainda há muita coisa para viver, para acontecer.
Se esta era a nossa última Coca-Cola, há-de sempre haver uma Pepsi à nossa espera e quem sabe até não descobrimos que gostamos mais de Pepsi.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pouco mas bom!



Hoje houve alguém que me disse que “tudo o que é bom vem em pouca quantidade”. Comecei a questionar-me se esse seria o motivo pelo qual começaríamos a desejar sempre mais a cada momento, se seria esse facto que nos deixa a querer descobrir algo mais.
Deve ser por essa razão que muitos perfumes vêm em frascos pequenos e no fim fazem-nos sempre correr atrás deles novamente como se fizessem parte de nós, como se o seu cheiro fosse a nossa segunda pele.
Também penso que os sentimentos que vão crescendo aos pouquinhos se tornam os mais duradouros. Então é por isso que no inicio não nos envolvemos tanto, é porque esta teia de pedaços de doces sentimentos está a ser criada.
Então aqui vai, um pouco de alegria, de afecto, de cumplicidade, de esperança, de força de vontade…de tudo o que precisarem a cada dia e a cada momento.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Raio X



Há alturas em que não me encontro e nem me reconheço. Parece que está tudo baralhado dentro de mim e com isso tenho atitudes pouco pensadas em que meto os pés pelas mãos. Visto uma armadura que escolho por salvação mas que no fim me deixa mais magoada do que protege.
Finjo ser dura, fria, racional e com um toque negativista à mistura. Finjo tão bem para mim essas coisas, que por momentos acredito que sou realmente assim. Mas chega sempre a altura que a armadura sai e lá estão os sentimentos todos a correr à procura do lugar que eu lhes fechei por estupidez ou ingenuidade. Na realidade sou sentimental, um pouco frágil e com a esperança que posso sempre alcançar o melhor. Só não entendo porque não sou capaz de me mostrar assim, porque é que essas coisas só surgem quando os meus fantasmas saem das caixas onde os guardei. Só me resta esperar pelo tempo em que me vou permitir viver esta minha parte e que me vão dar a oportunidade de dar este meu lado bem mais doce e encantador.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Uma questão de prazos…



Data de embalagem: 14 Fev 2011


Validade até: 14 Mar 2011


Estou cansada do rótulo de validade nas relações…Parece que hoje em dia tudo tem um prazo para começar e acabar. Não contentes com isto dão-nos uma lista com os ingredientes e ainda nos chamam a atenção para o facto de sermos alérgicos a alguma coisa que lá está. Apontam-nos o dedo como se o sonho dessa relação estivesse condenado a um fracasso imediato. Implantam-nos a dúvida, como se estivéssemos a fazer uma dieta e consumir aquele pequeno grão de açúcar nos fosse condenar para todo o sempre. No fim, parece que somos a única pessoa que não vê isso.
Sinceramente, deixem-me rir de tudo isto. Arrumem essas armas de sabedoria de manual de revista cor-de-rosa e deixem os sentimentos serem vividos. Deixem as pessoas terem os seus sonhos, conquistas, amores e desamores. Deixem-nas pôr a cabeça debaixo do cobertor e pensar que o mundo está irremediavelmente acabado para elas. Depois de uma bela noite de lágrimas são capazes de se levantar da cama e pensar que ainda há esperança para enfrentar o mundo que está fora delas.
Um dia tudo será esquecido e serão capazes de amar novamente, sofrer, cair e voltarem a erguer-se.
Para os detentores dessas verdades inabaláveis dos prazos e das certezas absolutas, lamento informar que se há um prazo de validade para algo e que está a terminar é o das vossas ideias.
Sentir é a cada dia enfrentar uma dúvida nova, é a cada dia procurar uma certeza, é uma resposta que não vem pelo som mas pelos pequenos grandes gestos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Barco à Deriva


Insistimos sempre em navegar contra o vento e as marés em vez de nos colocarmos a seu favor. Persistimos por ingenuidade ou teimosia em querer atingir o inatingível.
Muitas vezes o barco acaba por virar e ficamos náufragos dos nossos desejos. Rejeitamos a mão, que se estende para nos salvar na esperança de voltar a entrar para o barco. Mas este barco desgovernado sempre que o agarramos vira e deixa-nos de novo à deriva na imensidão das dúvidas e anseios.
O que nos vale, é que com passar do tempo o mar acalma e o barco afunda de uma vez e lá conseguimos perceber que não vale a pena querer recuperá-lo. Há que assumir que perdemos esta viagem, mas que o nosso bilhete de ida para outro destino é renovável a cada erguer.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Meteorologia do Coração

Muitas nuvens com possíveis aguaceiros e corrente sanguínea forte. Temperatura mínima de 37 graus e máxima de 40 graus. Batimento cardíaco forte a moderado.


Parece que por vezes somos um verdadeiro boletim meteorológico. Há dias em que o nosso coração apresenta-se sem nuvens e com temperaturas elevadas, outras vezes completamente nublado e com correntes frias.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Era uma vez… (Fadinhas, Magia e Reflexões)


Acredito que há uma certa magia em viver! Por vezes, somos as próprias fadas e príncipes das nossas histórias. Nos nossos sonhos, somos autores e personagens principais e quando o final não nos agrada, podemos simplesmente mudá-lo.
Na utopia, voamos sempre para o que desejamos e incrivelmente num toque de magia as coisas realizam-se. Mas a lucidez (pelo menos pensamos nós), na sua voz mais áspera diz-nos que nada daquilo se vai realizar. Acredito que o grande erro está em por vezes dar-lhe razão.
E se a magia não se dá no nosso dia-a-dia, é porque não vamos atrás e corremos para que se concretize. Deixamo-nos tal como uma simples Cinderela, que à meia-noite a carruagem da Vida se transforme numa abóbora. Acredito que a sabedoria está em abandonar a carruagem e irmos atrás do sapato perdido

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Tempo de Realizações



Estamos sempre a tempo de conquistarmos algo, ou de esperar que algo nos conquiste! Vivemos envoltos no sonho de que as palavras se tornem algo real, que a imaginação passe para o concreto. Queremos sentir o toque leve de uma mão ou o som meigo das palavras que nos embalam.
Conseguimos dar forma a tanta coisa… transformar num corpo real, que provavelmente ainda nem encontramos.
Deixamo-nos levar pela confiança e caem todas as máscaras e barreiras que poderíamos criar. Afinal, não temos nada a perder, pois ainda não conquistamos nada, apenas mantemos o sonho vivo e fiel às nossas expectativas.
Quando começamos a sentir a vitória de uma conquista ela foge-nos por entre os dedos. Mas volta. Porque sabe que vale a pena viver baloiçando no nosso sonho, porque lá ela não tem medo de mostrar quem é. Ela pode ser tudo. Pode ser os seus defeitos ou as suas virtudes, que será sempre abraçada.
Entre sorrisos vai dando um pouco de si…