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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sente-se… Esteja à vontade!




 Há um espaço em branco, um lugar por ocupar.
Senta-te, descansa, serve-te das histórias que essa cadeira já ouviu!
Vidas que se cruzaram nesse lugar. Corpos que procuraram descansar dos contratempos, dos momentos de felicidade. Rostos que choravam, sorriam, davam de si.
Uma cadeira que no fim do dia ficava vazia de vida, mas cheia de uma alma de histórias. O seu veludo vermelho aquecia-te num inverno, acompanhado de uma chávena de chá. O aroma da menta espelhava-se pela sala. Conversas jogadas fora, destinos que se cumpriam a cada toque, a cada melodia que se formava das palavras que eram jogadas numa sala sem objectos que emolduram o destino.
A cadeira mágica que nos leva a viajar sem cobrar um destino.
Fecha os olhos, sente, vive este momento que é só teu… Só ela te pode ouvir, será tua confidente e não revelará os teus segredos.
Agora vai… Vais viver e ela ficará sempre à tua espera, com a tua vida guardada para quando a quiseres resgatar nos teus pensamentos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Doutor dos Sentimentos




Abre-se a porta, três passos, um divã e um coração que se expõe. Sentimentos voam através de palavras. Este é o consultório sentimental, a consulta de uma vida que se quer construir. Desespero, lágrimas, dores de corações partidos. Feridas que tardam em sarar.
Tiramos os pensos rápidos que escondem as cicatrizes. Mostramos as marcas da violência do nada. Procuramos em alguém o conforto, uma solução.
Esvaziamos de nós promessas que nunca se cumpriram.
Voltamos a tapar a ferida, levantamo-nos, abrimos a porta e regressamos ao mundo continuando a esconder as marcas de uma alma em sofrimento.
Vivemos aguardando e tentando fechar a ferida. Esperando que de uma vez por todas ela morra, deixe de existir.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Eu Quero!



Diz o ditado que “querer é poder”. Bem, nem sempre é assim, mas o optimismo dá sem duvida um grande empurrão aos desejos. Acreditar que conseguimos algo, é meio caminho andado para o sucesso. Se pensarmos que tudo está perdido o mais fácil é cruzarmos os braços e ficarmos sentados à espera que algo aconteça.
Vemos os comboios da nossa vida passarem e não apanhamos nenhum. E depois? Lamentamo-nos invariavelmente que nada de bom nos acontece. Mas que sentido faz este muro de lamentações diário? Nenhum. Estamos à espera do quê?
Nem sempre as respostas, nem as soluções são identificáveis à partida. Às vezes precisamos tirar-lhes o embrulho para percebermos que era mesmo aquilo que queríamos. Se não for o necessário, devolvemos então à origem e ficamos à espera de outro comboio.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Verdade da Mentira



Fingem tão bem que quase conseguem convencer meio mundo. Enganam e aparentam ser algo que não são na realidade. Mentem mais a si do que aos outros.
Sentem-se sós e perdidos no seu mundo e como tal querem cativar tanto os outros que pintam de dourado a sua imagem.
É esse mundo tão perfeito que servem de bandeja a quem se cruza na sua vida. Mundo este que planta a desconfiança e leva os outros a descobrirem a fachada dos actos e das palavras.
Acredito que não o façam com má intenção, mas a verdade é que perdem muito mais do que ganham.
A honestidade cativa, envolve, leva as pessoas a darem de si o seu melhor. Mostrar a verdade aproxima. Ser-se aquilo que se é na realidade só faz alguém querer cuidar de nós quando algo nos magoa.
Há que estar atento, ao que damos aos outros. Se lhes damos a mentira ou eles nos retribuem com o mesmo ou afastam-se.
Só consigo pensar que pessoas com este tipo de atitude sentem-se sozinhas e não acreditam no seu verdadeiro potencial. Mais vale ter 10 amigos verdadeiros do que conhecer 10.000 pessoas que não nos entendem.

De olhos vendados




Já escrevia Saramago sobre a cegueira… Talvez ele tenha ganho consciência do quão cegas andam as pessoas. Nada se passa com os seus olhos, mas elas insistem em não ver ou não querer ver o que se passa à sua volta. Vivem afundadas nos mares das suas ideias. Pensam que tudo lhes é possível e qualquer acto que tenham não terá consequência sobre si ou sobre os outros.
Vivem cegos e tentam ao mesmo tempo cegar os outros. Como se assim todos os seus actos passassem despercebidos, não fossem acessíveis aos olhos. Não ver, é não sofrer as consequências de qualquer brutalidade que se cometa contra nós ou contra outrém.
Enganam, ludibriam, jogam de forma a ter tudo na sua mão.
Tentam passar alguém por parvo, que na ingenuidade do sentir lhes dá um crédito muito elevado.
O maior cego é aquele que não conta com esperteza do outro.
Abrir os olhos e ver mundo, é admitir tudo o que se faz de bom e de mau. A vergonha só vem daquilo que tentamos esconder, não do que colocamos acessível ao olhar e à crítica do outro.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Encontro



Encontro-te em cada pensamento…
No som das palavras…
Nas pequenas coisas do dia-a-dia…
És livre e arrastas-me na tua liberdade. Sinto que sou capaz de mergulhar nesse teu mundo e viver lá sem querer voltar. Vivo embalada pelo vento numa folha, que me leva sempre para perto de ti. Fazes-me querer descobrir-te em cada palavra tua.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Muda de Vida



Já nos diz a canção “muda de vida se não estás satisfeito”. Acredito que o espírito só pode ser mesmo este, mudar constantemente aquilo que não está a ir pelo caminho certo, ou pelo menos por um caminho que nos agrade.
“Estás sempre a tempo de mudar”. Pois é! Nunca é tarde para fazer uma nova escolha, para começar ou recomeçar. Às vezes colocamo-nos em caminhos sem saída, mas aí é simples…Basta voltar atrás e fazer uma nova escolha. Não nos podemos cansar e desistir de experimentar novas alternativas. A vida é mesmo assim uma questão de tentativa/erro, até que encontramos a chave certa. E quando aí chegamos, finalmente podemos parar? Não…Aí começa a batalha do saber manter, de nos permitirmos viver este novo destino que criamos para nós.
E se não der certo? “Muda de vida se não estás satisfeito. Muda de vida. Estás sempre a tempo de mudar.”
“Não vivas contrafeito.”


terça-feira, 19 de abril de 2011

Dois para um

Ontem uma amiga mandou-me esta imagem e como tal não podia ficar sem alguns devaneios meus. Como por vezes sou um pouco excessiva em vez de um texto construi logo dois, agora é so escolher...




Razão ou emoção?


Vivemos entre o pensamento e o sentimento, como se de uma passadeira se tratasse, temos medo de por o pé nela sem olhar, mas por vezes insensatos lá nos atiramos com fé de que a correr chegamos ao outro lado intactos. Pois, mas nem sempre é assim e lá somos atropelados. Caímos inconscientes no chão preto e branco. Rodeiam-nos e dizem as vozes do nada, “mas como é que isso lhe foi acontecer?” Inconscientes começamos a ouvir outras vozes. O coração diz-nos tenta, esforça-te, faz mais qualquer coisinha, sente!
A razão por sua vez com o seu tom mais frio, directo e sensato diz, “acorda e faz alguma coisa por ti, isto já deu o que tinha a dar.”
É nesta altura que o racional agarra o emocional e mete-lhe um cinto bem apertado e diz-lhe: “acabaram-se os espaços para esses devaneios sentimentais que só te levam ao precipício, tu não vais sofrer mais, acabou-se!”
Aí voltamos à consciência, levantamo-nos da passadeira, erguemos a cabeça e seguimos em frente como se tivéssemos feito um transplante cardíaco.


Conversas entre um coração e um cérebro

Cérebro: Estás a fugir porquê? Ainda não percebes-te que eu já te apanhei?
Coração: Deixa-me ir…Larga-me…
Cérebro: Mas tu queres ir onde? Estás cada vez mais tonto!
Coração: Eu preciso mesmo de sentir, preciso de dar-me!
Cérebro: Olha lá oh miúdo! A pancada que levas-te à 3 anos atrás não foi suficiente? É porque se não foi tens sempre as de há 3 meses, 3 minutos e 3 segundos.
Coração: Tu és muito frio e insensível, não entendes nada!
Cérebro: Queres ser quentinho e lamechas? Até podias ser, mas quem te comanda sou eu e por isso não vais a lado nenhum. E não puxes muito que este mês não fui ao ginásio e não estou para me cansar muito a meter-te juízo.
Coração: Mas eu não quero juízo, só quero bater mais depressa quando ouço uma voz, uns passos, quando me tocam…
Cérebro: Olha-me para este agora com literatura de revista cor-de-rosa. É preciso ter paciência!
Coração: Pronto…Desisto…Não vou a lado nenhum, fico aqui contigo.
Cérebro: Finalmente uma atitude sensata. Agora podes ficar descansadinho que nada de mal vai acontecer. Eu estou aqui para cuidar de ti. Cuidar? Epá, será que sou eu que agora estou sentimental? (com ar de pânico) Isto não pode ser, é anti-natura!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011