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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Segurança Impessoal



Ar duro e decidido, de quem tem certezas e treinos de afastamento das emoções. Parece enfrentar qualquer desafio por mais difícil que este seja.
Bem...Esta não passa de uma imagem que nos quer vender. A realidade é outra. Vive escondido pelo silêncio das palavras. Fora treinado na expressão, mas não no som. Perante o som surgem os medos e a insegurança diante de uma situação simples.
Enfim...Não nos podemos deixar levar pelo provérbio de que "uma imagem vale mais do que mil palavras". Neste caso é uma publicidade enganosa.
Ar arrogante de quem é preenchido pelo nada e se deixa levar pelo caminho mais fácil. O caminho que vai atrás dele e não o que procura, quer ou deseja.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Manifesto Corporal



Vive para o corpo, como se este fosse o seu contacto com o mundo e com a vida. Dá-se nos músculos que desfila num qualquer areal perdido algures. Lança o mistério de uma profissão que deixa dúvidas por onde rasteja. Será junto a uma barra de ferro ou um varão com uma dança sensual?
Olhar duro e militar, num corpo aquecido por uma qualquer table dance rodeado de quarentonas em fascínio.
Esconde-se uma personalidade, mas exibe-se um corpo. Fica a dúvida da dureza das recrutas ou uma vida preenchida pelo prazer vendido!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Fast Emotions



Passam a vida à procura do prazer imediato. Vivem agarrados a momentos efémeros, que baptizam como sendo um estilo de vida muito satisfatório. A dúvida impõe-se! Como é possível estar-se bem se nunca mantemos nada e se estamos sempre à procura de algo novo.
Parece-me que viver assim é estar em Alzheimer constante e precoce. É viver e esquecer. Começa-se um caminho que nunca se acaba. É como iniciar um livro e não sair da primeira página.
Fica a dúvida de como a história terminaria e quais os seus momentos altos.
São pessoas satisfeitas através da insatisfação. Enganam-se mais do que sentem.
É tornar o sentimento e as relações como algo descartável.
São pessoas que não se conhecem, nem se permitem conhecer os outros. São constantes inadaptados a convencerem-se de que encontraram o caminho certo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Verdade da Mentira



Fingem tão bem que quase conseguem convencer meio mundo. Enganam e aparentam ser algo que não são na realidade. Mentem mais a si do que aos outros.
Sentem-se sós e perdidos no seu mundo e como tal querem cativar tanto os outros que pintam de dourado a sua imagem.
É esse mundo tão perfeito que servem de bandeja a quem se cruza na sua vida. Mundo este que planta a desconfiança e leva os outros a descobrirem a fachada dos actos e das palavras.
Acredito que não o façam com má intenção, mas a verdade é que perdem muito mais do que ganham.
A honestidade cativa, envolve, leva as pessoas a darem de si o seu melhor. Mostrar a verdade aproxima. Ser-se aquilo que se é na realidade só faz alguém querer cuidar de nós quando algo nos magoa.
Há que estar atento, ao que damos aos outros. Se lhes damos a mentira ou eles nos retribuem com o mesmo ou afastam-se.
Só consigo pensar que pessoas com este tipo de atitude sentem-se sozinhas e não acreditam no seu verdadeiro potencial. Mais vale ter 10 amigos verdadeiros do que conhecer 10.000 pessoas que não nos entendem.

De olhos vendados




Já escrevia Saramago sobre a cegueira… Talvez ele tenha ganho consciência do quão cegas andam as pessoas. Nada se passa com os seus olhos, mas elas insistem em não ver ou não querer ver o que se passa à sua volta. Vivem afundadas nos mares das suas ideias. Pensam que tudo lhes é possível e qualquer acto que tenham não terá consequência sobre si ou sobre os outros.
Vivem cegos e tentam ao mesmo tempo cegar os outros. Como se assim todos os seus actos passassem despercebidos, não fossem acessíveis aos olhos. Não ver, é não sofrer as consequências de qualquer brutalidade que se cometa contra nós ou contra outrém.
Enganam, ludibriam, jogam de forma a ter tudo na sua mão.
Tentam passar alguém por parvo, que na ingenuidade do sentir lhes dá um crédito muito elevado.
O maior cego é aquele que não conta com esperteza do outro.
Abrir os olhos e ver mundo, é admitir tudo o que se faz de bom e de mau. A vergonha só vem daquilo que tentamos esconder, não do que colocamos acessível ao olhar e à crítica do outro.

quarta-feira, 13 de abril de 2011