Pensando bem, acho que todos nós acabamos por ser pedintes da própria existência. A verdade é que muitas vezes sem nos apercebermos estamos a pedir qualquer coisa. Esta lista de pedidos vai aumentando ao longo da vida e conforme os “empurrões” que vamos levando.
A moeda que uma senhora de olhos tristes e cabiz baixo pede no metro para alimentar os seus 8 filhos, passa a ser uma emoção/sentimento pedida(o) por nós. Pedimos compaixão, simpatia, carinho, atenção, desejo, amor, amizade… Só que o grande engano está aqui, em acharmos que temos de mendigar para ter direito a alguma coisa.
Temos direito a viver os sentimentos “grátis” e sem os suplicar. Afinal de contas no meio dos nossos defeitos, nós somos Humanos em tudo o que esta palavra implica. E implica acima de tudo RESPEITO. Respeito por nós, pelos outros, pelos nossos sentimentos e dos outros. É um verdadeiro eu cá, tu lá.
A quem anda pela vida como pedinte de sentimentos, corte as raízes desta pobreza e olhe para a riqueza que tem dentro de si. Afinal, o maior tesouro que nós temos, somos nós próprios. (“Já sei é que isto é cliché, lamechas e piroso, mas cada vez acredito mais nisso. Só podemos dar o melhor quando sabemos o nosso valor.”)
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