Somos muito do que mostramos, mas somos muito mais aquilo que escondemos. Do que é inacessível a olho nu. Na realidade somos muito mais do que é sensivel ao toque.
Podemos ser o que os outros desejam e o que viram numa fase, mas isso é nesse momento, quando viramos as costas já somos assim. Tudo muda porque temos de nos dar e adaptar.
Somos por vezes histórias que as pessoas lêem, mas que não são a nossa história. Somos poemas inacabados que esperam as nossas mãos e as de alguém para serem completados. Somos livros em constante mudança e correcção.
Almas perdidas para os outros e encontradas por nós. Loucos ou génios. Correctos ou insensatos. Corajosos ou assustados. Tristes ou alegres. Podemos ser tudo o que quisermos, podemos mostrar ou simular. Mas no fim de tudo, o que vale é sermos verdadeiros connosco próprios.
Somos pedaços de espelhos quebrados que se juntam e reflectem a tua face e a minha. Sim…As nossas faces juntas. Porque no fim de contas nunca vivemos sozinhos e nunca nada do que somos se constrói sozinho. São fragmentos que recolhemos de vidas que os outros nos dão ou emprestam por momentos.
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