Eram 5 horas da manhã. As ruas daquela cidade encontravam-se vazias, apenas se ouvia o som dos seus passos e o cantar dos pássaros a anunciar o amanhecer. Era uma noite onde se respirava a paz de um lugar. Ela caminhava com a segurança de que cada passo seu a deixava mais perto do destino escolhido.
Naquele lugar onde já passou tantas vezes, começou a pensar que em todas elas a única coisa comum era o espaço físico e ela, porque os seus pensamentos, esses sempre foram diferentes, as dúvidas e as certezas que carregava naquelas horas mudavam muito. O seu rosto já não tinha aquela pele clara e intocável de quem acreditava na concretização de grandes sonhos, no tempo em que as desilusões passavam de um dia para o outro. Agora ela tinha as marcas de muitas experiências, o seu rosto já não era um rosto vazio, era um rosto com histórias, mas esse rosto ainda acreditava que muita coisa estava para acontecer.
Chegou então ao seu destino, abriu a porta e entrou. Entrou com a certeza que há muito para viver e com o coração aberto a essa vida que ainda vem ao seu encontro.
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