Chamamos-lhes conversas de café, mas poucas vezes cumprem à letra o convite ou são acompanhadas pelo intenso aroma a café. Conversa-se sobre tudo nestas alturas. Sobre a grande paixão, sobre a grande desilusão, os nossos sonhos de correr o mundo, ambições profissionais...
Nesta verdadeira volta ao Mundo em muito mais de 80 minutos (sim, porque eu tenho a sorte de conhecer pessoas que gostam de uma boa conversa), não saímos daquele pequeno espaço e às vezes nem tiramos a mão da pequena chávena branca (quando ela existe).
Divagamos, damos opiniões (que acreditamos serem de uma sabedoria superior), tiramos grandes conclusões (ou pelo menos julgamos nós), sentimo-nos reconfortados, entendidos e ajudados. O sabor da conversa sobrepõe-se ao sabor do café e ao bolo de chocolate. No fim mantemos as mesmas dúvidas e questões, mas uma coisa é certa, o prazer daquele momento já ninguém nos tira.
Podemos não retirar da situação as respostas que queríamos, mas vai saber sempre bem estar sentada naquela mesa acompanhada dos amigos e com eles "brincar" com as palavras. Afinal elas foram criadas para serem usadas (e até podemos abusar delas se formos muito tagarelas).
Numa esplanada num dia de sol, ou mesmo no interior daquele café num fim de tarde de Inverno, será sempre bom partilhar esse momento.
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