terça-feira, 22 de novembro de 2011

Batalha


 
Entramos na arena, fortes e destemidos. Erguemos a cabeça e fixamos o olhar no nosso “rival”. Avançamos lentamente passo a passo, num ritmo de confiança que poucos conhecem. Decidimos ser corajosos e travar a batalha do não perder, do não abrir mão do nosso futuro.
Sabemos que a qualquer momento a guilhotina pode cair, mas isso não nos pára. As pernas trémulas, as mãos suadas, o coração descompassado e acelerado, não se mostram a ninguém. Decidimos conscientemente que o pior já nos foi apresentado e que este último sopro de vida pode ser a nossa salvação do voltar ao lugar onde fomos felizes, ou o impulso para uma nova vida.
Podem espetar-nos os ferros da corrida que mesmo assim teremos força para nos reerguermos. No fim, apesar do resultado sairemos sempre vitoriosos.
Vencer é ter coragem para enfrentar!

sábado, 12 de novembro de 2011

Trocas


Às vezes, a nossa vida parece um verdadeiro supermercado. É um entra e sai de pessoas constante, que em algumas épocas nem damos por isso. Cada pessoa que se cruza no nosso percurso é única. Única, porque nos dá um pouco de si e leva com ela uma parte de nós à qual jamais teremos acesso a partir desse momento. Perdemos e ganhamos com estas trocas de pedaços de sentimentos. A curto prazo sentimo-nos roubados e que o preço está sempre muito inflacionado. A longo prazo e com uma visão mais calma e coerente, percebemos que uma situação de mudança nos ajuda a lidar melhor com o novo.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Música com Vida :)

Segurança Impessoal



Ar duro e decidido, de quem tem certezas e treinos de afastamento das emoções. Parece enfrentar qualquer desafio por mais difícil que este seja.
Bem...Esta não passa de uma imagem que nos quer vender. A realidade é outra. Vive escondido pelo silêncio das palavras. Fora treinado na expressão, mas não no som. Perante o som surgem os medos e a insegurança diante de uma situação simples.
Enfim...Não nos podemos deixar levar pelo provérbio de que "uma imagem vale mais do que mil palavras". Neste caso é uma publicidade enganosa.
Ar arrogante de quem é preenchido pelo nada e se deixa levar pelo caminho mais fácil. O caminho que vai atrás dele e não o que procura, quer ou deseja.

Certezas Descartáveis



A única certeza a que teremos direito é a certeza de não termos certezas. Levamos a vida envoltos em pensamentos, na procura de um sentido único que guie as nossas acções.
Queremos viver rumo ao sucesso e sem obstáculos. Tentamos controlar o incontrolável. Nem tudo depende única e exclusivamente das nossas “certezas”, buscas e ambições.
Por vezes, o mais sensato é deixarmo-nos levar pelo incerto. Não deixar que o medo de falhar nos coloque as algemas da perfeição.
Tudo se nos apresenta com uma razão de ser. Mais cedo ou mais tarde o caminho pelo qual a vida nos leva, nos é descodificado e explicado. O incerto passa então a fazer-nos sentido e a ser o nosso refúgio. Passa a ser a “certeza” de algo.
Viver livre e aceitar o nosso caminho é a única forma de encarar o que nos é colocado à frente com um sorriso.

sábado, 15 de outubro de 2011

Náufrago



Sonhava com o amanhã e em agarrar um futuro repleto de contentamentos. Vivia descontente com o que tinha. Para ele não existia o aqui e agora. Esse era apenas um caminho de sentido único e obrigatório para o futuro, mas que não se permitia sentir.
Parecia lutar aos olhos de quem o via sentado num lugar. Envolto em apontamentos, projectos e estratégias, que não passavam de utopias. No fundo era um passivo de acções.
Andava para a frente e para trás na vida como se de um baloiço se tratasse. As cordas que o prendiam às traves de ferro de um qualquer jardim eram os sonhos feitos de muitos nadas e que procuravam ser um todo absoluto.
Para ele era tudo ou nada. Vivia com a convicção do tudo, mas no fundo estava cheio de nadas, pois abandonava tanto o que conquistava, como o que se aproximava de si.
Era um náufrago de sonhos numa ilha que para ele era deserta, mas estava cheia de pessoas que insistia em não encarar.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Remendos de Memórias



São pequenos pedaços de tecido que nos levam para uma infância que cada vez se torna mais longínqua. Conduzem-nos a recordações de cheiros, momentos, sabores e pessoas.
É como se nos fechassem os olhos e por momentos vivessemos com imagens o passado.
Lembram-nos o primeiro amigo e que seria para toda a vida, as brincadeiras que nos deixavam com buracos na roupa, a voz da professora que nos dizia que ainda havia muito trabalho a fazer. Vemos a mãe à nossa espera à porta da escola e que já tinha o lanche pronto em casa. Trabalhos feitos e muita brincadeira.
Sabores e memórias de uma infância feliz que jamais esqueceremos e viveremos eternamente através da recordação.