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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Batalha


 
Entramos na arena, fortes e destemidos. Erguemos a cabeça e fixamos o olhar no nosso “rival”. Avançamos lentamente passo a passo, num ritmo de confiança que poucos conhecem. Decidimos ser corajosos e travar a batalha do não perder, do não abrir mão do nosso futuro.
Sabemos que a qualquer momento a guilhotina pode cair, mas isso não nos pára. As pernas trémulas, as mãos suadas, o coração descompassado e acelerado, não se mostram a ninguém. Decidimos conscientemente que o pior já nos foi apresentado e que este último sopro de vida pode ser a nossa salvação do voltar ao lugar onde fomos felizes, ou o impulso para uma nova vida.
Podem espetar-nos os ferros da corrida que mesmo assim teremos força para nos reerguermos. No fim, apesar do resultado sairemos sempre vitoriosos.
Vencer é ter coragem para enfrentar!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Remendos de Memórias



São pequenos pedaços de tecido que nos levam para uma infância que cada vez se torna mais longínqua. Conduzem-nos a recordações de cheiros, momentos, sabores e pessoas.
É como se nos fechassem os olhos e por momentos vivessemos com imagens o passado.
Lembram-nos o primeiro amigo e que seria para toda a vida, as brincadeiras que nos deixavam com buracos na roupa, a voz da professora que nos dizia que ainda havia muito trabalho a fazer. Vemos a mãe à nossa espera à porta da escola e que já tinha o lanche pronto em casa. Trabalhos feitos e muita brincadeira.
Sabores e memórias de uma infância feliz que jamais esqueceremos e viveremos eternamente através da recordação.

sábado, 10 de setembro de 2011

O Guru



Tem um andar desajeitado e veste padrões inesperados. Parece perdido no tempo ou pouco atento, mas isso não passa da ilusão mágica dos seus dons.
É um bom ouvinte e dá conselhos muito sábios. Talvez a sua sensibilidade nos coloque no caminho certo quando temos dúvidas.
Ensinou-me a não desistir, mas a persistir nos meus sonhos. Sejam eles loucura ou não, a verdade é que correr atrás de um objectivo me tem tornado uma pessoa ainda melhor.
Acredito que o futuro também lhe reserva grandes vitórias. Não tenho os seus poderes, mas os olhos de uma amiga que vêm que se persistir no caminho certo e que se ele sair do meio da tempestade vai encontrar-se.
Tira os óculos escuros e vê a pessoa que realmente és. Aceita os teus dons e o teu valor, porque os dos outros já és capaz de ver mais além do que eles próprios.

domingo, 28 de agosto de 2011

Voar



Um dia ganhamos asas e voamos directamente para os nossos sonhos. Vamos com confiança ao seu encontro e eles realizam-se.
Perdem o direito a ser utopia e ganham o estatuto de uma realidade feliz que nos ilumina o olhar todos os dias. Fazem o coração sentir-se aconchegado e embalado pela alegria do viver.
Tornam-nos confiantes e fazem nascer a garra de enfrentar o mundo, que insiste em pôr-nos à prova constantemente.
Abrimos os braços, para depois fechá-los e aconchegar o sonho tornado real.
Somos pessoas livres, que pairam num céu e pelas nuvens que serão os nossos afectos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Happy Season



O optimismo é uma virtude, mas por vezes é um pouco levado pelos medos e inseguranças.
Quando finalmente descobrimos o que queremos e estamos bem as questões começam a ser outras. O medo de perder, de incomodar, de estar a ser exigente demais, começa a surgir entre os pensamentos agradáveis de uma nova situação.
Amedrontamo-nos e tentamos dar o nosso melhor para que nada corra mal, para que a expressão “é desta que acertei” ganhe vida e pernas para andar.
Depois de tantos empurrões da vida, será que finalmente chegou o certo? Quando sentimos que é mesmo aquilo que queremos e fazemos coisas que nunca fizemos antes a resposta é muito provavelmente, cheguei lá!

Janelas Abertas para o Mundo



A beleza das coisas está na forma como as encaramos e no significado que lhe damos.
Olhar apaixonadamente para algo pode transformar-se no nosso porto seguro. Pode fazer com que nos sintamos protegidos e abraçados por tudo o que há de bom.
Viver com alegria o nosso mundo físico e emocional é transformá-lo num verdadeiro parque de diversões onde temos direito a tudo. O andar no carrossel, comer a maçã do amor, algodão doce, pipocas e até ganhar-mos alguns presentes nas barraquinhas.
Ser feliz é ter por vezes a inocência e a pureza dos sentimentos de criança e conseguir olhar as coisas com a serenidade de ser adulto.
Abrimos as nossas janelas para o mundo e deixamos a vida entrar em nós sem medos e receios do que possa acontecer, porque sabemos que tudo vai correr bem.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cada Dia é uma Vida Inteira!



Viver intensa e apaixonadamente cada dia é trazer junto um pacote de futuras boas recordações.
É encarar com um sorriso tudo o que nos é dado e termos 99% de coisas muito boas. O 1% que nos resta e tão desvalorizado, será o mais importante e dedicado a alguém que é realmente especial e que faz os outros 99% ganharem todo o sentido.
Tudo encaixa numa fórmula matemática que se transforma numa função exponencial.
Ficamos num módulo positivo e regularmente linear que se torna a estabilidade do nosso dia-a-dia. É acordar todos os dias no mesmo sítio com a certeza de que somos felizes a cada 1% que sentimos. No fim do dia estamos 100% satisfeitos com as nossas escolhas e atitudes.
100% será o ideal, que nos dizem que podemos levar uma vida inteira para alcançar, então para mim cada dia é uma vida inteira, porque ando a viver a 100 à hora!






sexta-feira, 22 de julho de 2011

Metamorfose



Viver é descobrir a cada dia que as pessoas podem transformar-nos em algo muito melhor.
Podemos ser pessoas frias e de nariz empinado, a apontar o dedo a tudo e a todos, como se fossemos perfeitos. Mas este ser e o seu tempo, têm sempre os dias contados. Por vezes, como se de um passo de mágica se tratasse transformamo-nos em pessoas meigas e lamechas.
Somos capazes de dizer e fazer coisas que jamais pensamos ser possíveis.
Longe vão os tempos do “eu nunca faria isso, ou diria isso…”
Agora é tempo de viver e sentir esta serenidade que nos alimenta a cada segundo.
É ganhar asas e voar em direcção a um destino mais do que certo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

De olhos vendados




Já escrevia Saramago sobre a cegueira… Talvez ele tenha ganho consciência do quão cegas andam as pessoas. Nada se passa com os seus olhos, mas elas insistem em não ver ou não querer ver o que se passa à sua volta. Vivem afundadas nos mares das suas ideias. Pensam que tudo lhes é possível e qualquer acto que tenham não terá consequência sobre si ou sobre os outros.
Vivem cegos e tentam ao mesmo tempo cegar os outros. Como se assim todos os seus actos passassem despercebidos, não fossem acessíveis aos olhos. Não ver, é não sofrer as consequências de qualquer brutalidade que se cometa contra nós ou contra outrém.
Enganam, ludibriam, jogam de forma a ter tudo na sua mão.
Tentam passar alguém por parvo, que na ingenuidade do sentir lhes dá um crédito muito elevado.
O maior cego é aquele que não conta com esperteza do outro.
Abrir os olhos e ver mundo, é admitir tudo o que se faz de bom e de mau. A vergonha só vem daquilo que tentamos esconder, não do que colocamos acessível ao olhar e à crítica do outro.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Feitos de Muitos Nadas


Por mais que me esforce não entendo estas coisas de um dia sim, outro talvez e um dia não…Este passear quase à velocidade da luz nas decisões, nos interesses, nos ganhos e nas perdas. Mas onde anda a coerência e a persistência? Será que também estão perdidas, como as pessoas se perdem nestes vêm e vão da vida.
Olhamos para as pessoas e já nem conseguimos ver o que elas realmente são. Talvez se estejam a esconder ou então não sabem realmente o que são e em que sentidos vão. Como é que é possível caminhar sem objectivo ou sem um destino? Assim, a tarefa fica muito mais complicada para a própria pessoa e para quem se cruza no seu caminho. A certa altura parece que nos arrastam para o incerto e começamos sem querer a questionar para onde vamos. Ficamos perdidos ao lado de um desconhecido, de uma alma vazia de si.
Não deixa de ser irónico como as pessoas aparentam ser tanta coisa e no fim estão vazias, não há nada para encontrar lá.
O importante é deixar de procurar coisas nos outros e olharmos para nós e não ficarmos vazios sem dar conta disso, não nos perdermos de nós próprios.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

100gr de Açúcar



Insatisfeitos por natureza começamos e acabamos relações sempre à procura de algo melhor. Esta busca incessante pelo perfeito, traz junto a si o amargo gosto das desilusões. Há dias em que vivemos sem certezas, outros em que estamos demasiado confiantes num objectivo a atingir. Sonhamos, idealizamos e vivemos histórias encantadas. Projectamos tanto os nossos desejos que nunca ninguém cabe no molde que fizemos para o nosso suposto parceiro “ideal”. O “ideal” é alguém que entende e aceita como somos sem questionar ou forçar uma mudança. Mas este “ideal”, também tem o seu “ideal”, no qual nós podemos não caber no molde. Quando nos apercebemos deste problema fantasiamos com atitudes mais do que perfeitas para equilibrar a relação.
Não deixa de ser irónica a nossa procura por alguém com um fato espampanante, que nos prenda o olhar, quando algo mais simples poderia ser a chave para a fechadura das nossas emoções. Olhamos às vezes para as pessoas como para um bolo e damos mais importância à cobertura do que ao recheio. Erro crasso! É aí que as coisas começam a correr mal e habitualmente nos sujeitamos a tudo e mais alguma coisa. É quando começamos a viver mais para os comentários dos outros, que o nosso coração fica amarrado. Alimentamos o ego com pessoas que nos dizem que o nosso companheiro é lindo. Talvez a cobertura... Porque às vezes o recheio está fora do prazo.
A chave do sucesso está na simplicidade do sentir, viver e agir!

sábado, 7 de maio de 2011

Alice no País das Maravilhas



Já me disseram muitas vezes que o meu Mundo é diferente. Não queria acreditar nessa ideia, mas começo a achar que não é assim tão descabida.
O meu Mundo é tão grande que às vezes as pessoas que entram nele perdem-se. Perdem-se porque eu não lhes dou as coordenadas, porque não sabem lidar com a minha diferença ou porque simplesmente não querem conhecer este lugar.
Quando dou por mim não as encontro mais, ainda me esforço por procurá-las, mas isso torna-se quase sempre um trabalho em vão. Enfim… Sigo em frente por gostar deste lugar e ser feliz. Não consigo apenas olhar em frente e fazer o que é esperado, quero sempre mais do que isso.
Vejo com os olhos dos contos de fada em que tudo é possível e quero reger a minha vida por esta capacidade de acreditar que o melhor está sempre por vir. Vivo as coisas intensamente, tanto no seu nascimento como na sua morte. Festejo o seu nascimento e depois faço o seu luto, deixando o relógio bater mais uma hora. Assim que chega à hora que a vida marcou para o meu chá de novas aventuras, lá estou sentada pontualmente para experimentar novos sabores.
Um dia vou voltar uma hora atrás no relógio, mas não fazer com que o meu mundo fique mais pequeno, vou fazê-lo crescer. Passar de criança a adolescente, depois a adulto e por fim idoso e aí vou poder descansar porque já alguém foi capaz de correr pelo meu mundo inteiro sem desaparecer e eu ter de ir aos perdidos e achados à sua procura e ouvir dizer: olhe esse já cá não está, houve alguém antes que reclamou o seu desaparecimento e levou-o!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fragmentos



Somos muito do que mostramos, mas somos muito mais aquilo que escondemos. Do que é inacessível a olho nu. Na realidade somos muito mais do que é sensivel ao toque.
Podemos ser o que os outros desejam e o que viram numa fase, mas isso é nesse momento, quando viramos as costas já somos assim. Tudo muda porque temos de nos dar e adaptar.
Somos por vezes histórias que as pessoas lêem, mas que não são a nossa história. Somos poemas inacabados que esperam as nossas mãos e as de alguém para serem completados. Somos livros em constante mudança e correcção.
Almas perdidas para os outros e encontradas por nós. Loucos ou génios. Correctos ou insensatos. Corajosos ou assustados. Tristes ou alegres. Podemos ser tudo o que quisermos, podemos mostrar ou simular. Mas no fim de tudo, o que vale é sermos verdadeiros connosco próprios.
Somos pedaços de espelhos quebrados que se juntam e reflectem a tua face e a minha. Sim…As nossas faces juntas. Porque no fim de contas nunca vivemos sozinhos e nunca nada do que somos se constrói sozinho. São fragmentos que recolhemos de vidas que os outros nos dão ou emprestam por momentos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Amigo é!

Hoje descobri que no dia 20 de Julho se comemora o Dia Internacional do Amigo. Eu confesso que até gosto de datas, mas há algumas em que sou um bocado céptica e como tal para mim hoje e todos os dias da minha vida serão o Dia do Amigo.



"Amigos, ainda…
Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas
que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos
que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia,
das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano,
enfim… do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum
desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe…nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices…
Aí, os dias vão passar, meses…anos… até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo….
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
- “Quem são aquelas pessoas?”
Diremos…que eram nossos amigos e…… isso vai doer tanto!
“Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!”
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente……
Quando o nosso grupo estiver incompleto…
reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrimas abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo…..
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades….
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos
os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”


Fernando Pessoa

 
Aos meus amigos... Simplesmente, adoro-vos!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Escrevo… (O corpo das palavras)




Escrevo sobre mim, o que vejo nos outros, o que imagino ver e o que gostaria de ver.
Escrevo a realidade que está à minha volta e no meu sonho.
Escrevo sobre tudo e sobre nada, sobre o que faz sentido e o que não faz.
Escrevo em contradições constantes, mas que dão algum sentido ao dia.
Invento, imagino, sonho, acredito…Deixo que as palavras passem pelas minhas mãos.
Toco as palavras, sinto-as, dou-lhes um corpo, uma vida dentro de um texto. Quem as lê dá-lhes a sua vida, o seu corpo e um momento da sua existência.
Nas palavras, experimento vidas, alegrias, desilusões… Com elas ensaio, para este teatro que é o viver a loucura do dia-a-dia.
As palavras são doces e amargas, são calma e ansiedade, são vida e morte, são tudo e nada… São simplesmente palavras!
Enfim, escrevo para que as palavras não morram dentro de mim…

quarta-feira, 16 de março de 2011

A Maior Empresa do Mundo

Por mais anos que passem vou sempre gostar deste poema e da "força" que ele tem...




"Posso ter defeitos, viver
ansioso e ficar irritado algumas
vezes, mas não me esqueço
de que a minha vida é a maior
empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos
os desafios, incompreensões e
períodos de crise.


Ser feliz é deixar de ser vítima
dos problemas e tornar-se num
autor da própria história.


É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um
oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada
manhã pelo milagre da vida.


Ser feliz é não ter medo dos
próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.


É ter coragem para ouvir um
não.
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo-as todas, um dia vou
construir um castelo..."

Fernando Pessoa




segunda-feira, 7 de março de 2011

“Isto não fica assim!”


Não sei se será uma questão de meteorologia corporal, mas há alturas em que uma verdadeira tempestade se forma no nosso próprio corpo e isso não tem de ser obrigatoriamente mau. Podem haver destruições, mas que nos acabam por levar a uma construção muito positiva ou pelo menos a alguma paz de espírito, alguma serenidade. Esta impulsividade que nos preenche por momentos sejam eles instantâneos ou não, leva-nos a procurar respostas claras e definitivas. O banho-maria da receita da paciência e do “quem espera sempre alcança”, deixam-nos em standby e vai-nos retirando energia aos poucos e poucos.
Não gosto de esperas, de coisas que ficam por dizer, do medo de agir por nos magoarmos ou magoarmos alguém. “O que tem de ser tem muita força” e se vai magoar paciência. Há que encher o peito, respirar fundo e mandar a bomba. Depois da destruição vemos o que se aguentou e o resto reconstruímos. Também podemos ter sempre a sorte da bomba não rebentar e ficar tudo intacto.