terça-feira, 26 de abril de 2011

Muda de Vida



Já nos diz a canção “muda de vida se não estás satisfeito”. Acredito que o espírito só pode ser mesmo este, mudar constantemente aquilo que não está a ir pelo caminho certo, ou pelo menos por um caminho que nos agrade.
“Estás sempre a tempo de mudar”. Pois é! Nunca é tarde para fazer uma nova escolha, para começar ou recomeçar. Às vezes colocamo-nos em caminhos sem saída, mas aí é simples…Basta voltar atrás e fazer uma nova escolha. Não nos podemos cansar e desistir de experimentar novas alternativas. A vida é mesmo assim uma questão de tentativa/erro, até que encontramos a chave certa. E quando aí chegamos, finalmente podemos parar? Não…Aí começa a batalha do saber manter, de nos permitirmos viver este novo destino que criamos para nós.
E se não der certo? “Muda de vida se não estás satisfeito. Muda de vida. Estás sempre a tempo de mudar.”
“Não vivas contrafeito.”


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fragmentos



Somos muito do que mostramos, mas somos muito mais aquilo que escondemos. Do que é inacessível a olho nu. Na realidade somos muito mais do que é sensivel ao toque.
Podemos ser o que os outros desejam e o que viram numa fase, mas isso é nesse momento, quando viramos as costas já somos assim. Tudo muda porque temos de nos dar e adaptar.
Somos por vezes histórias que as pessoas lêem, mas que não são a nossa história. Somos poemas inacabados que esperam as nossas mãos e as de alguém para serem completados. Somos livros em constante mudança e correcção.
Almas perdidas para os outros e encontradas por nós. Loucos ou génios. Correctos ou insensatos. Corajosos ou assustados. Tristes ou alegres. Podemos ser tudo o que quisermos, podemos mostrar ou simular. Mas no fim de tudo, o que vale é sermos verdadeiros connosco próprios.
Somos pedaços de espelhos quebrados que se juntam e reflectem a tua face e a minha. Sim…As nossas faces juntas. Porque no fim de contas nunca vivemos sozinhos e nunca nada do que somos se constrói sozinho. São fragmentos que recolhemos de vidas que os outros nos dão ou emprestam por momentos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Eles estão de volta... (Within Temptation - Faster)

Os Within Temptation estão de regresso com um novo cd e em força como sempre. Invariavelmente, eu fico fixada nas suas músicas e nos últimos dias não consigo mesmo parar de os ouvir.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Dois para um

Ontem uma amiga mandou-me esta imagem e como tal não podia ficar sem alguns devaneios meus. Como por vezes sou um pouco excessiva em vez de um texto construi logo dois, agora é so escolher...




Razão ou emoção?


Vivemos entre o pensamento e o sentimento, como se de uma passadeira se tratasse, temos medo de por o pé nela sem olhar, mas por vezes insensatos lá nos atiramos com fé de que a correr chegamos ao outro lado intactos. Pois, mas nem sempre é assim e lá somos atropelados. Caímos inconscientes no chão preto e branco. Rodeiam-nos e dizem as vozes do nada, “mas como é que isso lhe foi acontecer?” Inconscientes começamos a ouvir outras vozes. O coração diz-nos tenta, esforça-te, faz mais qualquer coisinha, sente!
A razão por sua vez com o seu tom mais frio, directo e sensato diz, “acorda e faz alguma coisa por ti, isto já deu o que tinha a dar.”
É nesta altura que o racional agarra o emocional e mete-lhe um cinto bem apertado e diz-lhe: “acabaram-se os espaços para esses devaneios sentimentais que só te levam ao precipício, tu não vais sofrer mais, acabou-se!”
Aí voltamos à consciência, levantamo-nos da passadeira, erguemos a cabeça e seguimos em frente como se tivéssemos feito um transplante cardíaco.


Conversas entre um coração e um cérebro

Cérebro: Estás a fugir porquê? Ainda não percebes-te que eu já te apanhei?
Coração: Deixa-me ir…Larga-me…
Cérebro: Mas tu queres ir onde? Estás cada vez mais tonto!
Coração: Eu preciso mesmo de sentir, preciso de dar-me!
Cérebro: Olha lá oh miúdo! A pancada que levas-te à 3 anos atrás não foi suficiente? É porque se não foi tens sempre as de há 3 meses, 3 minutos e 3 segundos.
Coração: Tu és muito frio e insensível, não entendes nada!
Cérebro: Queres ser quentinho e lamechas? Até podias ser, mas quem te comanda sou eu e por isso não vais a lado nenhum. E não puxes muito que este mês não fui ao ginásio e não estou para me cansar muito a meter-te juízo.
Coração: Mas eu não quero juízo, só quero bater mais depressa quando ouço uma voz, uns passos, quando me tocam…
Cérebro: Olha-me para este agora com literatura de revista cor-de-rosa. É preciso ter paciência!
Coração: Pronto…Desisto…Não vou a lado nenhum, fico aqui contigo.
Cérebro: Finalmente uma atitude sensata. Agora podes ficar descansadinho que nada de mal vai acontecer. Eu estou aqui para cuidar de ti. Cuidar? Epá, será que sou eu que agora estou sentimental? (com ar de pânico) Isto não pode ser, é anti-natura!